quarta-feira, 22 de julho de 2009

FRANCINE PIAIA

Sim! É minha culpa, minha máxima culpa. De tantas que carrego pela vida, uma a mais não pesará tanto assim.

Francine Piaia é Diva, é Fofura, “tadinha...está sofrendo!”, “por que ela não fala?”.
Fran falou.
E falei como sempre fiz: espontânea, exasperada (esta eu aprendi no dicionário), impulsiva, confiante, sem noção das consequências. VERDADEIRA.
Tenham certeza, a única coisa que ninguém pode questionar é a minha verdade. Verdade esta que fui obrigada a perceber enquanto caiam os cacos das lentes de óculos coloridos, agora quebradas, que usei durante os últimos meses.
Por que fiz isso? Porque existe um limite do que o ser humano é capaz de suportar, ultrapassado este limite...some a razão, vem o instinto.
Instinto de defesa, aliás, que precisei desenvolver muito cedo. Talvez tenham esquecido, mas convivi com a rejeição desde a infância, e ela começou onde deveria ter se formado meu ponto de apoio incondicional – minha família.
Deus e eu sabemos o que significa se sentir um nada para o próprio pai, e só Deus sabe quais machucados esse abandono fez em mim. Eu posso apenas afirmar: foram muitas, muitas feridas.
Algumas o tempo curou, outras cicatrizaram e outras ainda permanecem aqui. Foi numa dessas que o rompimento tocou.
Perdi o controle? Talvez. Não precisava ter dito tudo aquilo. Arrependimento? Não, ainda não consegui me arrepender, mas sei que vou, porque apesar de justo (lembram da famosa justiça?), o ataque foi no alvo errado.
Se estou bem? Uma imagem vale mais que mil palavras. Vou demonstrar? Vcs acham que eu daria o braço a torcer tão fácil?
Quero apenas agradecer o carinho de quem realmente se importou comigo, com a gente, posso dizer. A estas pessoas eu sei que devo um pedido de desculpas. PERDÃO! Peço, entretanto, que tenham em mente: as coisas não acontecem por acaso, só ataca quem tem munição.
Foi real? Muito mais do que imaginam. Mas afinal, o que é a realidade?
Há carcaças que de tão destroçadas precisam cobrir-se de ferro para manterem-se de pé. Esquecem que para ser gente é preciso permitir que sentimentos entrem e saiam desta armadura, é preciso mudar e ter certa flexibilidade, mesmo que a carcaça seja constituída de materiais nobres como a ética e a moral inabaláveis.
Armações? Muitas e de todos os tipos. Mídia + exposição = chuva. “Tá na chuva é pra se molhar.” Mas quem é de açúcar derrete, e quem é de metal enferruja... ; )
Não estou em condições de pedir...mesmo assim peço (é muita cara-de-pau!rs): rezem com todas as forças!
Primeiro pelo Max, o falecido mais vivo que meu coração já conheceu. Peçam a Deus para curar as feridas que ele já trazia e que eu acabei ajudando a aumentar. No momento eu acho que fiz o certo, amanhã perceberei que não e pode ser tarde demais. Façam aquilo que eu não estou em condições de fazer, mas deveria.
Pela família dele também. Um ponto de apoio, o castelo da fortaleza, precisa de armaduras revestidas de amor, compreensão, caridade e solidariedade. Que pena! Estas estão em falta no mercado...
Depois por mim, para que eu consiga me reencontrar. Que meus olhos possam ver por além da névoa que os encobre agora e voltem a brilhar. E para que eu não os decepcione mais e volte a merecer o apoio que sempre tive de vcs.
Pelos que nos detestam. Para que tenham muito sucesso e possam seguir suas vidas, de modo que a roda da maldade possa ser interrompida.
Por nós. Eu disse nós? Sim! Senão enquanto casal, enquanto pessoas. Para que tenhamos a chance de restabelecermos o equilíbrio e o respeito que sempre nos guiaram.
Para que tudo não termine assim.
E não vai terminar! (In)felizmente, garanto, tem muito mais vindo por aí.
Por fim, mais um pedido: não julguem a mim ou minhas atitudes com os olhos da razão. Eu nunca enxerguei por eles, e graças a isso pude seguir até aqui. Minha sensibilidade e percepção das pessoas e energias já me envolveram em muitas confusões. Mas também já livraram e mim e a quem amo (e amei) de problemas GIGANTES.
Obrigada, perdão, carinho,
Da louca mais lúcida,

Fran



P.S que a porcelana destruída possa transformar-se em uma boneca de carne e osso capaz de provocar risos e causar alegria, não os inversos.

Obs. 1: a lembrança de sempre - não sou a Fran, não a conheço e não estou falando em nome dela. Mas bem que gostaria...rs

Obs.2: "se eu fosse" a fran, escreveria com português correto e palavras "difíceis". Por isso o texto certinho.. = D


domingo, 19 de julho de 2009

MAX PORTO

Fala, galera!

Pois bem...há tempos planejo escrever para tentar explicar a vocês como tem sido minha vida pós-bbb e as consequências que essa fase de mudanças tem trazido p mim.
Talvez não seja este o melhor momento, mas meu coração pediu p escrever agora. Eu, sempre tão racional, decidi ouvi-lo.

Nasci numa família em que se sucederam acontecimentos tristes...por diversas vezes meu lar foi destruído e acabei assumindo para mim a responsabilidade de mantê-lo de pé.
Ainda menino, presenciei o fim de relacionamentos e vivenciei a dor do abandono. Decidi-me a ser diferente daqueles modelos masculinos que tinha. Jamais alguém sofreria por minha causa o que meu pai e meu padrasto fizeram minha mãe sofrer.
Assim, tornei-me um admirador das mulheres. De sua força, sua capacidade de dar a volta por cima quando tudo parece absolutamente perdido e da batalha que são capazes de travar para manter erguido um núcleo familiar devastado pela ameaça de destruição.
Não preciso nem dizer que minha mãe e irmãs passaram a ser meu tudo, sempre estive determinado a ser para elas a fonte de segurança que faltava.
Apesar das adversidades, vejam que ironia, o menino pobre e sofrido sempre se permitiu SONHAR. Ousadia, não?!
Mais do que isso, sempre soube que era capaz de fazer esses sonhos acontecerem e, investido de uma auto-confiança que me foi presenteada pelos céus, comecei a trilhar meu caminho.
Artista (e de uma arte que se mistura nos bonecos e na vida) especialista em pessoas, permiti que meus limites e aprovação fossem testados na maior janela da vida privada que este país conhece, o BBB.

Ah, o BBB...

Começou ali, no dia 13 de janeiro de 2009, a jornada mais instigante, revolucionária e incrível que eu jamais poderia supor enfrentar, e à qual serei eternamente grato.
A palavra de ordem sempre foi ACREDITAR, e foi isso que fiz a todo tempo. Estratégia traçada, amigos a postos, auto-controle ok, porém...faltava alguma coisa!
Carisma! Perdoem-me pela falta de modéstia (vocês sabem, sou habitualmente honesto), contudo eu não teria me firmado se não fosse a capacidade (obra divina, talvez) de conquistar essas milhares de pessoas, as quais viveram por mim uma dedicação tão intensa que admito não compreender muito bem até hoje.
Além de vocês, torcedores fieis e apaixonados, outra paixão não estava nos planos, mas aconteceu.

Francine Piaia, muito prazer!

Aquela morena, moleca, um espelho que de tão reverso parecia me refletir, abalou minhas estruturas de uma maneira intensa, a ponto de eu ter medo de me entregar.
Acontece que a paixão é uma menininha travessa, que não avisa a hora da chegada, nem precisa de convite para nos invadir. Dessa forma, lá estava eu, absolutamente encantado pela boneca mais real que já conheci.
A batalha até a primeira vitória foi árdua, muitos de meus temores se concretizaram. Eu, que sempre fiz esforço para ser bom e correto, buscando obter de todos este reconhecimento, fui tachado de vilão por admitir que estava num jogo e...uau!...iria jogar.
Neste momento, minha bonequinha, minha fran, minha ‘benhê’ revelou-se essencial. Mostrou e lutou pelo que havia de melhor e mais sensível em mim e, mais do que isso, me ajudou a revelar e aceitar este aspecto de minha personalidade que eu, na exigência de ser uma eterna fortaleza, inconscientemente bloqueava.
O que eu mais precisava na vida apareceu bem ali: um porto seguro. Segurança essa que tive a sorte de poder retribuir, na mesma intensidade. Duas pessoas marcadas pelas mesmas feridas usavam remédios provenientes do coração para aliviar o sofrimento do outro.

Venci o programa e, se pudesse rodear a Terra com agradecimentos, nem dessa forma poderia retribuir o que vocês fizeram por mim.

Ela, entretanto, foi minha maior recompensa. E um porto seguro a gente não abandona fácil assim...
Resolvemos seguir juntos, crescer juntos, alimentar um amor que prometia frutificar maravilhas.
Desse jeito foi, por muito tempo, cada vez mais paixão, casa, ‘filhinhos’, alianças...sonhos!
Acontece que os contos de fadas também têm seus vilões. Pessoas, energias, ciúmes, inseguranças...eu nunca quis que fosse fácil, mas jamais imaginei que seria tão difícil.

Os defeitos da princesa começaram a revelar os pontos fracos do príncipe, com uma recíproca muito verdadeira.
Por me considerar correto ao extremo, não acho justo que desconfiem de mim. Imaginem que contradição ao perceber que estava começando a nutrir sentimentos que sempre repudiei! O meu desespero contido ao constatar que minha entrega estava me desestabilizando, que se fôssemos adiante não haveria mais domínio (esse meu velho amigo) da situação.

Administramos até onde deu, e vocês hão de convir que conseguimos proezas. Rodeados por fofocas e cobranças, com nossa intimidade devastada em pleno período de adaptação à vida a dois e orgulhosos como somos, chegar até aqui já foi ir longe demais.

O que, absolutamente, significa que este seja o fim do caminho.
Estávamos bem e, sendo honesto, aconteceu sim algo MUITO grave. Entretanto, após este período de reflexão posso perceber com clareza que a responsabilidade por este episódio é de ambos, e é também das circunstâncias. Porque uma parte do nosso destino está em nossas mãos, a outra...não!
Então, me permitindo um momento de fraqueza, admito que a ausência da fran tem doído demais. Não só por ela, mas por tudo o que esse fim (agora prefiro considerar uma interrupção sem prazo definido...uma licença sem vencimento!) significa para mim...soa como fracasso! E como repeteco da minha infância. Impossível descrever o que sinto...vem à tona todas as frustrações e temores que guardei.


Desistimos rápido demais? Perdoem o meu radar anti-sofrimento! Foram tantos tombos e decepções nessa vida que a prudência instintivamente me afasta daquilo que pode me fazer sofrer. Ainda que por amor...ainda que essa distância me faça sofrer também.
Óbvio, sou forte. E orgulhoso. Tentarei seguir sozinho, provar a mim mesmo que os erros não foram meus, que não há chance de volta, que nem só de amor e paixão sobrevive um relacionamento.

Mas uma vez alguém me disse que minha casquinha é dura e o interior é bem molinho. E essa pessoa estava certa...

Enfim, não sei se tem volta, no momento nem quero que tenha (ou penso que não quero), mas peço que respeitem nosso tempo e nossas escolhas (ainda que inevitáveis).
Peço ainda que respeitem minha família. Certamente não gostariam de ler e ouvir sobre sua mãe e irmãos o que tenho ouvido sobre os meus. Ok, talvez eles tenham contribuído para a crise, mas não foram o estopim, garanto. Além do mais, problema de casa ultrapassa as barreiras do que me propus a expor no BBB, deve ser resolvido em casa. E será! Lembrem-se que eles querem me ver feliz e também precisaram passar por um processo de adaptação à nossa nova realidade.


Erros, quem não os cometeu?

Para terminar, e espero que vocês tenham tido ânimo para ler até aqui, agradeço pelas orações e desejos de dias melhores. Independentemente da crença, é só disso que estamos precisando: energia positiva capaz de nos fazer seguir em frente e escolher o melhor caminho.

Um obrigado gigante pelo carinho, compreensão e respeito,
Beijo do,
Max Porto


Vamo q vamo!

p.s VALE LEMBRAR QUE EU NÃO SOU O MAX, OK?RSRS NÃO O CONHEÇO NEM FALO EM NOME DELE. ESTA CARTA É APENAS O QUE EU GOSTARIA DE DIZER "SE EU FOSSE". FIKDIK.
= )

terça-feira, 14 de julho de 2009

Comentar o Fracasso

Fracassar dói.
Um belo dia você acorda e descobre que o sonho acabou. Percebe que tudo aquilo, tão sólido, não era tão sólido assim. E, pior, constata que vai ter que lidar com a nova realidade.
O casamento foi lindo, de princesa. Reuniram-se mil pessoas para celebrar. Mas e a felicidade, cadê?
A faculdade de medicina acabou...parabéns, doutor! (Desculpa sucesso, meu sonho era ser trapezista).
O projeto de anos ficou pronto e se revelou um mau projeto. Não devia ter ficado assim, ou, para que eu lutei por isso?
Lutou porque errar faz parte, porque enquanto lutava aquilo te parecia o certo e porque a vida não é feita só de acertos.
Chega a hora de começar de novo. E de arcar com as consequências do que fracassou, ora bolas!
Magoou o parceiro? Desculpa, errei, seja feliz. Papai e mamãe estão decepcionados? Vocês têm razão, alimentei expectativas irreais...meu espetáculo estreia dia 10 e espero os dois na primeira fila. Projeto errado? Conserta no novo!
Para aquilo que dói muito, muito mesmo: tempo! Tempo para adaptar-se a mais difícil das imperfeições, a própria, e permitir-se outra vez!

Fracassar dói. Doer cresce. Crescer é preciso.

Falar de Bondade

Ser bom dá trabalho.
Exige que a gente diga a verdade quando uma mentirinha ‘do bem’ viria a calhar e resolveria a situação...
Nos obriga ao silêncio quando participar da fofoca seria a coisa mais divertida... Isso sem contar na nossa popularidade...uau! Essa iria ao máximo.
Por que não falar do perdão? Ai! Perdoar é tão difícil!
E gente BOA perdoa sempre. Uma, dez, quinze, sessenta vezes. Quem é bom, bom mesmo, é capaz até de assumir uma culpa que não tem, só pra ser o responsável pelas desculpas e poder aliviar o peso que o outro está sentindo.
O bom sabe que ninguém é perfeito. Espera o máximo, mas aceita o mínimo. Não por comodismo, mas porque este mínimo pode ser tudo.
Enfim, ser bom é pensar no outro tanto quanto em você.
É saber que o que te machuca, pode doer nele também. Que aquela sua habilidade, falta nele...e não há nada a fazer a respeito.
É aceitar limites, diferenças...encarar problemas, resolver aqueles possíveis, considerar solvidos os ‘irresolvíveis’...é viver sem medo de se doar!
Claro, ser bom dá trabalho!

Mas é BOM, BOM demais!